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CDS Lisboa propõe criação de gabinete de crise com fundo de 200ME

Os vereadores do CDS-PP na Câmara de Lisboa vão propor hoje a criação de um gabinete de crise associado a um fundo de emergência de 200 milhões de euros para apoiar financeiramente as empresas e os munícipes.

Em declarações à agência Lusa, a vereadora Assunção Cristas destacou que o CDS-PP apresentará “ideias mais concretas” sobre o eixo da recuperação económica, uma vez que é “o que estás menos trabalhado ao nível da Câmara de Lisboa”.

“Nesta fase, é importante garantir que a economia da cidade não morra. E quando estamos a falar de economia da cidade, estamos a falar do comércio, do turismo, estamos a falar de muitas prestações de serviços, de muitas situações de autoemprego e várias situações que neste momento estão numa situação de grande fragilidade, de grande debilidade, porque de repente ficaram sem atividade e, em muitos casos, ficar sem atividade é ficar sem qualquer tipo de rendimento”, elencou a vereadora.

O fundo de emergência de 200 milhões de euros, que acompanhará o gabinete de crise, visa apoiar o setor económico e o setor social, podendo “dar apoios a fundo perdido para garantir algum rendimento às pessoas que estão em situações de perda quase total de rendimento” e funcionar também “como um mecanismo de garantia para empréstimos” para que as micro, pequenas e médias empresas possam sobreviver.

“Este fundo de emergência tem como objetivo claro dar um apoio forte à tesouraria destas pequenas empresas e também daqueles pequenos profissionais que têm o seu próprio posto de trabalho”, reforçou.

De acordo com Assunção Cristas, os eleitos do CDS vão também propor a “isenção de todas as taxas municipais por um semestre” e a devolução máxima do IRS às famílias (5% em vez dos atuais 2,5%), justificando que “olhando para as contas da câmara” há margem para isso.

Ao nível do combate ao vírus, os centristas sugerem a criação de uma plataforma e de um diálogo com os setores da hotelaria e do alojamento local para garantir “desde já alojamentos para os profissionais de saúde que estão na linha da frente e que são eles próprios um fator de risco de contágio”.

Apesar de já existir em Lisboa “boa vontade e disponibilidade individual por parte de várias empresas”, era “bom que a própria câmara pudesse ajudar e agregar essa informação”, considerou a autarca.

Além disso, “deve ser já planeada a hipótese” de “converter porventura, de forma temporária, algumas unidades hoteleiras em hospitais, no caso de haver uma situação mais grave”.

Quanto à prevenção, Assunção Cristas sublinhou que a câmara deve intensificar a limpeza das ruas, como também disponibilizar dispensadores de gel “em tudo o que sejam zonas de saída das estações de metropolitano e também nas paragens da Carris”, para que as pessoas possam fazer a higienização das mãos.

Link: https://www.rtp.pt/noticias/covid-19/cds-pplisboa-propoe-criacao-de-gabinete-de-crise-com-fundo-de-200me_n1214980

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